Volta as aulas nas escolas públicas

por: Rafael Eduardo| Fotos: Osvaldo Morais

O ano letivo de 2017 no Recife está previsto para começar no mês de fevereiro, e as Escolas estaduais e municipais já estão se preparando para receber os estudantes. Algumas estão empreendendo melhorias na estrutura física e também planejando novos projetos para serem executados nas escolas.

Nos colégios, janeiro foi um mês voltado para auxiliar os pais no processo de matrícula (que na rede municipal do Recife e na rede estadual acontecem através de uma plataforma on-line) e para colocar para frente as melhorias necessárias.

Por isso, o Infornativo foi procurar saber como estão os preparativos nas escolas públicas. Ao final, foram visitadas 5 instituições, entre estaduais e municipais, da Região Oeste do Recife. O resultado foi bastante satisfatório e os profissionais da educação entrevistados mostraram que acreditam na escola pública, mostrando interesse e trabalho para a melhoria do serviço.

Escola Jornalista Trajano Chacon

E uma Escola de Referencia em Ensino Médio (EREM), situada na Estrada do Forte do Arraial Novo Bom Jesus, no bairro do Cordeiro. Possui uma estrutura que comporta pelo menos 5 salas de cada série de ensino médio. Por ser uma escola de tempo integral, os alunos tem aulas nos horários da manhã e tarde, sendo que em dois dias na semana, a tarde, são oferecidas atividades diferenciadas, como a banda marcial, atividades voltadas para e educação ambiental e a horta, teatro, direito e cidadania, além de empreendedorismo.

Um dos projetos mais interessantes é o do professor  de história, Wilson Falcão. Ele ensina os alunos a produzirem vídeos, no formato de trailer de cinema, sobre algum fato histórico que esteja sendo ensinado. A escola também tem tradição de fazer gincanas, com um vertente ecológica.

Durante a competição, os alunos tem que juntar a maior quantidade de materiais para serem reciclados.

“Nós estamos aqui para adiantar a questão das matrículas, para que ninguém precise madrugar em filas para se matricular”, diz o diretor Moisés Cavalcanti. Entre as reformas feitas para 2017, está o processo de melhorias na climatização de algumas salas. “ O resultado desse trabalho é que os alunos gostam de estar aqui, se identificam com a escola. Eu vim da escola pública e sei que isso é importante”, afirma Moisés.

Escola Carlos Alberto Gonçalves de Almeida

É uma escola estadual, localizada entre os bairros da Madalena e do Prado, na Rua Gomes Taborda. A escola tem um fato curioso: é uma das poucas escolas estaduais que ainda oferece o ensino fundamental II (as escolas estaduais são responsáveis sobretudo pelo ensino médio).

A Carlos Alberto também é uma das poucas escolas na rede que ainda oferece ensino para pessoas com necessidades especiais. Há também turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA). A Instituição tem uma boa estrutura e bons resultados no Indice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), por isso, segundo a gestora Claudia Cavalcanti, o colégio é bastante procurado. “Esse ano temos entre os destaques das ações que vamos ter aqui a volta do programa mais educação”, explica Cláudia.

Esse ano serão oferecidas oficinas pelo Mais Educação, de reforço em Português e Matemática, e também estão sendo planejadas oficinas de música, com aulas de flauta, violão e teclado. A principal preocupação da comunidade em relação a escola é em relação a segurança. Segundo pessoas entrevistadas na região, os assaltos nas proximidades da escola são quase que diários.

Escola Padre José Mathias Delgado

Fica na Rua Dr. Devaldo Borges, no bairro de Jardim São Paulo, faz parte da rede municipal e oferece educação infantil e ensino fundamental II (até o 5º ano) e  possui uma estrutura muito organizada (contando inclusive com uma quadra coberta), tanto que poucas melhorias precisaram ser feitas na questão da estrutura física, para o ano letivo de 2017.

O destaque na questão de ações empreendidas na escola é para o projeto de incentivo à leitura. A iniciativa é feita em parceria com uma editora de livros e, através dela, os alunos recebem um material com entre seis e oito livros que serão trabalhados no decorrer do ano.

Por isso, segundo funcionários da escola, há uma grande procura de pais para fazerem matrícula, vindos inclusive de locais considerados distantes.

Escola Antônio Farias Filho

Localizada na Rua 21 de Abril, no Bairro de Afogados, também faz parte de rede municipal e um bom exemplo de como um bom trabalho de gestão pode romper as dificuldades. São oferecidos o ensino do 1º ao 9º ano do ensino fundamental, além de turmas de EJA e do Projovem Urbano.

Para esse ano, com a volta do Mais Educação, o colégio dará uma grande ênfase nos esportes. “Além das oficinas de português e matemática, que já são tradicionais, planejamos oferecer oficinas de vôlei e outros esportes e artes marciais, para não ficarmos tão centralizados somente no futebol como costuma acontecer”,   explica a diretora Sandra Nascimento.

A diretora ainda destaca a banda marcial e as atividades de dança como pontos fortes da escola.

Por ser antiga, a escola apresenta uma série de problemas estruturais, que estão sendo reparados. Segundo a diretora, será reformado o alambrado da quadra, os pisos (para dar mais acessibilidade) e as partes hidráulica e elétrica.

Há ainda os problemas na comunidade. Era muito comum as pessoas jogarem seu lixo doméstico bem na porta da escola.

“Por isso fizemos um projeto de conscientização, em parceria com o educador Flávio Reis, chamado Jardim do Lixo. Fizemos jardins na frente da escola e o lixo diminuiu bastante. Essa é uma mudança que queremos para resolver os conflitos.

Escola General San Martin

E uma das escolas mais centrais do bairro de San Martin. Está localizada na Avenida General San Martin e oferece Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

O principal gargalo da escola ultimamente tem a ver com o trânsito. A lombada eletrônica que fica bem em frente á instituição e facilita a travessia dos estudantes está quebrada já há alguns meses, oferecendo risco para a população de maneira geral, mas sobretudo para quem estuda e trabalha na escola.

O transito é, alias, um problema que se agrava quando as escolas voltam ás atividades. O movimento de alguns pais deixando os filhos na escola, de carro, deixa o trafego mais lento. Imagine com o equipamento quebrado.

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