Vem por ai, muita chuva e uma copa! Sem preparação das ruas, os transtornos continuarão.

Foto: Osvaldo Morais

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por: Rafael Eduardo | Foto: Osvaldo Morais

A Região Metropolitana do Recife é um local bastante chuvoso, e este ano promete não ser diferente. Segundo o relatório da 1ª Reunião de Análise e Prevenção Climatológica para Leste do Nordeste do Brasil, a RMR está localizada na região onde se espera precipitações acima da média, até o mês de junho.

Os transtornos causados pelas chuvas já foram verificados este ano. Em fevereiro, somente nos dez primeiros dias, choveu 70% do esperado para todo o mês. Abril também teve precipitações fortes, causando problemas como quedas de árvores, além de alagamentos em locais de grande circulação, como a Agamenon Magalhães e a Avenida Recife, e em bairros como Caxangá, Cordeiro, San Martin, Afogados e outras imediações da zona oeste.

Foto: Osvaldo Morais

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Como se não bastassem os transtornos resultantes das fortes precipitações e sistemas de drenagem ineficazes causadores de retenções de água a tornar o trânsito de pedestres e veículos um desafio, não podemos esquecer que o recifense vive atualmente situação de estresse constante no trânsito, devido às obras em corredores diversos da cidade.

A Prefeitura de Recife em parceria com o Governo do Estado correm contra o tempo a executar obras e serviços que atendam às demandas da COPA enquanto as vias e ruas pouco visíveis para os turistas sofrem o descaso e o abandono dos órgãos responsáveis pela limpeza de galerias, pelo saneamento e pela pavimentação.

Como resultado, os moradores destas ruas que não são prioridades para a prefeitura neste momento, passam por dificuldades. “Em uma destas últimas chuvas, a água entrou e foi até o quintal da minha casa. Tive que suspender todos os móveis. Além disso, tive que retirar toda a sujeira que veio com a água”, contou a professora de Educação de Física, moradora do bairro do Prado, Leila Valois.

O lixo ocupa as ruas e entopem bueiros sem que ninguém tome nenhuma providência. Assim, como já mostramos neste jornal em edições anteriores, os prejuízos também ficam para o comércio. “Aqui, já cheguei a ter água até a cintura. Assim, os clientes não podem chegar. Além disso, tem caso de gente que perde seus produtos. Minha vizinha, que tem um quiosque de venda de Açaí, chegou a perder parte da mercadoria”, diz a autônoma Mirian Santana, falando sobre a situação na Avenida General San Martin.

Foto: Osvaldo Morais

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A estudante de engenharia ambiental, Taís Bezerra, moradora da Rua 11 de fevereiro há 10 anos, preocupada com a situação hídrica das ruas da cidade, deu o seguinte depoimento: “Faz mais ou menos 2 meses que está alagado aqui na Avenida do Forte. Foi feito um serviço visando a melhoria do sistema de drenagem, mas não sei se concluíram ou como está, porque agora está assim. Como a avenida alaga, as transversais também ficam assim alagadas e a gente que mora aqui fica sem poder sair de casa. Então é um transtorno para todos os moradores… e esse bueiro fica aberto e tem todos os problemas de doenças. .. nós temos um alto índice de doenças por falta de saneamento básico.”

Sem dúvida, os serviços públicos não estão no momento demonstrando eficiência no atendimento aos problemas reclamados pela população, por outro lado há que se considerar a falta de educação ambiental por parte da população que costuma descartar seus lixos nas ruas sem nenhum pudor. Parte da solução para o problema dos alagamentos poderia ser feita pela própria população, se esta passasse a considerar o respeito pelos espaços coletivos e cuidasse do lixo que produz, descartando-o de forma correta, no dia e local adequados.

Isso porque, de acordo com a Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco – CODECIPE, os problemas com inundações são resultado do mau tratamento e descarte de lixo (o que acaba entupindo as canaletas de esgoto).

Foto: Osvaldo Morais

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Nos casos em que há alagamento nas ruas ou dentro de casa, se recomenda alguns cuidados para evitar acidentes e para prevenir doenças, tais como:

  • Desligar a energia até secar bem o ambiente;
  • Todo alimento exposto à água contaminada deve ser jogado fora;
  • Evitar contato com água e lama, usando sempre botas e luvas de borracha, ou sacos plásticos amarrados nos pés e nos braços;
  • Guardar os alimentos em lugares secos e dentro de recipientes fechados;
  • Manter os quintais sempre limpos, evitando acumular entulhos que favoreçam o esconderijo de ratos;
  • Colocar telas nos ralos para evitar o acesso de roedores.

 

Para prevenir alagamentos:

  • Não jogar lixo, entulhos ou objetos nas ruas, próximo a bueiros, terrenos baldios, ou dentro de canais, de lagos e de rios. Isso represa as águas, e com a chuva pode causar alagamentos. Colocar o lixo em sacos plásticos e em recipientes tampados, para evitar a proliferação de ratos e deixar para coleta pouco antes de o lixeiro passar.

Os motoristas devem reduzir a velocidade, dirigir com atenção e manter os faróis dos seus veículos ligados em dias de fortes chuvas. Motoqueiros e ciclistas devem ter cautela para evitar cair em buracos não visíveis nas pistas.

 

Nos casos graves, pode-se acionar a CODECIPE, pelo número: (81) 3181 2490.

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