Uso de remédios requer atenção e acompanhamento

por: Gabriel Augusto /  Ilustração: /google

O quadro de epidemia que o estado de Pernambuco vivencia nos últimos anos requer atenção redobrada para o uso de medicamentos. Aqui no Infornativo, em edições passadas, você já acompanhou alguns mitos e verdades sobre a dengue, zika e febre chikungunya e da prevenção dos focos de mosquitos aesdes aegypti.

Hoje, apresentamos alguns cuidados para o uso de medicamentos, uma vez que existem muitos produtos que não devem ser utilizados em caso de dengue.

Ainda é muito comum a prática da automedicação, que consiste no uso de medicamentos sem prescrição médica ou esclarecimento de um profissional farmacêutico sobre como utilizar uma determinada droga e os efeitos colaterais que ela pode ocasionar. Mesmo que muitas dessas informações estejam contidas na bulas, no caso de qualquer dúvida, o farmacêutico pode ser consultado, sendo um direito assegurado a consulta a este profissional nas farmácias e drogarias.

Entre os riscos relacionados a automedicação, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, o maior deles é o de intoxicação. A intoxicação por medicamentos atualmente supera o número de intoxicações por outros produtos, como materiais de limpeza, agrotóxicos e até alimentos estragados.

Mais frequentemente, a causa da intoxicação por medicamentos se dá através de analgésicos, antitérmicos e antiinflamatórios, produtos utilizados com muita frequência para atenuar sintomas de doenças, mas que se usados de forma indiscriminada, podem resultar em intoxicação.

Ainda de acordo com a Anvisa, as propagandas de medicamentos podem sugerir aos usuários seu uso para fins que não são o principal efeito de uma substância. “A propaganda muitas vezes induz e incentiva o consumo de determinado medicamento que nem sempre é o indicado para aquela necessidade”, afirma a Agência. O resultado do uso prolongado de remédios com funções diversas pode ser o surgimento de outras complicações médicas, fazendo com que o usuário passe a recorrer a outras drogas.

Um dado alarmante é que inclusive entre as crianças até 12 anos os medicamentos aparecem como primeiro fator de intoxicação. Este dado reforça a necessidade de o armazenamento dos remédios nos domicílios ser feito em local a que as crianças não tenham acesso, evitando o contato delas com as substância.

Ainda que existam os mais diversos meios de pesquisar sobre remédios, como a própria internet, a recomendação dos órgãos de saúde continua sendo: adquirir remédios apenas com a prescrição de uma(um) médica(o), comprá-los apenas em farmácias ou drogarias, ler e seguir as orientações contidas na bula e na própria receita médica. Seguindo estas recomendações, os riscos de intoxicação e surgimento de novas complicações à saúde reduz drasticamente.

Da mesma forma, deve-se evitar o uso indiscriminado de medicamentos, que é quando, sob o pretexto de sentir-se bem ao usar a substância, incorporá-la ao seu uso cotidiano sem a recomendação de um profissional nesse sentido. A promoção da saúde passa por outras questões, como a boa alimentação e a prática de exercícios físicos. Ao invés de produzir bem-estar, o remédio pode resultar a longo prazo em efeitos colaterais adversos. Por tudo isso, é importante lembrar do velho ditado que diz: a diferença entre um remédio e um veneno muitas vezes é a dose.

Deixe uma mensagem