Shopping Metropolitano e Ecocity com obras próximas do início

O futuro Complexo Empresarial e Residencial a ser construído na confluência da Avenida João Cabral de Melo Neto com a Avenida Recife, denominado Ecocity Jiquiá,é um projeto que os moradores e comerciantes da zona oeste de Recife tem aguardado com muita expectativa.

Cada dia mais próximo ao início das obras de construção, uma das expectativas em comum, tanto por parte dos empreendedores que desejam iniciar a primeira fase das obras, quanto por parte dos moradores das comunidades do Caxito e da Cabeça da Vaca é saber o destino das famílias, que hoje ocupam o entorno do terreno onde será construído este o empreendimento.

Ourtra preocupação desses moradores é com relação às providências a serem acertadas em conjunto com a Secretaria de Habitação da Prefeitura do Recife na definição de um planejamento digno e justo para seu remanejamento nas datas requeridas.

Tereza Cristina, moradora de San Martin há 58 anos e membro da Comissão dos Moradores do Caxito e Cabeça da Vaca, vem acompanhando o caso desde 14 de abril de 2013, quando disse ter participado da primeira audiência pública com o Secretário de Habitação, moradores das comunidades e os empreendedores. Segundo Tereza, a ultima reunião do dia 09 de fevereiro de 2015 serviu para que a comissão entendesse os requisitos necessários para desenvolver, junto com o apoio jurídico de dois advogados que os acompanham nas reuniões, um Termo de Compromisso que garanta que os incorporadores doem à Prefeitura da Cidade do Recife o terreno para a construção de habitações sociais, onde a PCR também ficará responsável pela construção das unidades através do projeto Minha Casa Minha Vida e que serão entregues em um prazo de até 2,5 anos. No período de construção serão fornecidos alugueis sociais as 160 familias a serem remanejadas, a partir de junho de 2015 para que seja viabilizado o início das obras dos canais de drenagem de São Leopoldo, de Marinha e do próprio Rio Jiquiá.

Adriana Alves, moradora há 42 anos na Comunidade do Caxito e também membro da Comissão, ressalta que o valor dos aluguéis sociais não atendem à realidade e precisam ser reajustados: “- Acho que R$208,00 como é pago normalmente em outros casos, não dá pra contribuir no aluguel de outra moradia descente. Sugerimos a Prefeitura do Recife o valor  médio de R$450”.

Os empreendedores que também participaram da reunião, e que vem acompanhando de perto o entendimento dos moradores com a PCR, sinalizam que também será solicitado no documento o remanejamento de 144 famílias também, para a fase de conclusão das obras de drenagem e dragagem do rio e dos canais, com previsão de início em junho de 2017. Essas famílias deverão receber aluguéis sociais assim como as da primeira fase, até a conclusão de mais 144 moradias ainda sobre o plano Minha Casa Minha Vida, no período de 2,5 anos.anos.

Cristina completa dizendo: “- Nesta ultima reunião o Secretário de Mobilidade Urbana, João Braga prometeu enviar uma equipe para medição dos terrenos envolvidos no processo, afim de obter informações técnicas sobre o tamanho e quantidade de casas (famílias) que deverão ser remanejados”.

Este documento que evolve o compromisso de todas as partes, está sendo redigido entre a PCR e os incorporadores para que no mês março de 2015, seja assinado pelas partes.

Deixe uma mensagem