Os reflexos da insegurança pública em nosso Estado

por: Sanclai Vasconcelos| Fotos:  /google

Houve um tempo em que as famílias ficavam nas calçadas de suas casas, conversando, brincando, jogando dominó, damas, até altas horas da noite, sem se preocuparem com a violência. Tempos bons eram aqueles. Hoje em dia, esta realidade é bastante diferente. Este hábito de se reunir em frente de casa, não é mais permitido para as famílias pernambucanas. O nível elevado da violência fez com que hábitos simples como esses fossem caindo em extinção, e agora todo cuidado é pouco. O atual cenário ainda exige muita atenção dos cidadãos no momento em que necessitam sair de suas residências, seja para ir ao trabalho, ao médico, ou mesmo comprar um pão na padaria da esquina.

O número de homicídios no estado, em 2017 já somam, 3.323 casos acumulados até o mês de julho, quando no mesmo período do ano passado, foram registradas 2.409 mortes matadas, ou seja, um incremento de 37,9%. Os assassinatos em 2017, superam o total de homicídios ocorridos em todo o ano de 2013, quando acorreram 3.100 crimes violentos letais e intencionais. Se a escalada da violência continuar desenfreada, Pernambuco ultrapassará os 5.700 registros de CVLI este ano.

A média diária de assassinatos cresceu em 38% em relação ao ano de 2016 nos primeiros sete meses, quando 11,3 pessoas foram mortas por dia, enquanto neste ano são 15,6. No cotidiano em nosso estado a cada uma hora e meia uma pessoa é vítima do crime violento letal e intencional. A capital pernambucana representa 17% da população do estado, e 14,5% do total dos homicídios em 2017.

Infelizmente dados sobre a violência em Pernambuco não são mais divulgados com detalhes, e fazer uma análise para 2017 na nossa área, ou seja, nos bairros onde circula o jornal, fica intempestivo. Em contra partida, nesta mesma área, em 2016, foram registrados até o mês de agosto, 49 assassinatos, destaque para o bairro do Torrões com 13 homicídios, portanto, 26,5%. Estes bairros juntos, representam uma taxa de crimes violentos letais por 100 mil habitantes de 8,4 mortes. São 6 mortes em média por mês. A cada semana, praticamente, uma pessoa era assassinada em algum bairro da zona oeste do Recife. Esperamos que essa realidade tenha mudado para melhor, e diminuído o número de homicídios em nossa área.

É preciso que as autoridades considerem os números e olhem com bastante atenção e intenção de querer mudar esta realidade, que acreditamos não ter mudado para melhor em nossa área em 2017. Queremos ter de volta nossa tranquilidade e o direito de poder ir ao trabalho, ao médico, ou até ir na padaria da esquina. Queremos sentar na calçada e conversarmos até o dia amanhecer, sem nos preocuparmos com a insegurança nas ruas da Região Oeste do Recife. A modernidade deve seguir seu caminho natural de progresso, porém alguns hábitos podem ser mantidos por famílias tradicionais recifenses.

Deixe uma mensagem