No Jiquiá | Nossa praça da juventude está abandonada

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por: Rafael Eduardo /  Fotos: Osvaldo Morais

A Praça da Juventude foi planejada para ser um equipamento para levar conhecimento, esporte e lazer aos moradores do Jiquiá e bairros vizinhos, mas o que ela tem sido mesmo é objeto de preocupação para a comunidade.

A obra foi tocada pelo Governo do Estado e as construções começaram em 2010. O  projeto inclui quadras, pista de skate, área para corridas e salas de seminário, mas, seis anos depois, ainda não foi finalizado.

Pior, os moradores da localidade reclamam que a obra está abandonada pelo poder público. Segundo eles, há pelo menos três anos as construções estão paralisadas.

Quem passa pela avenida João Cabral de Melo Neto pode ver facilmente que o mato está muito crescido, alguns trechos apresentam marcas de depredação e que o local tem sido utilizado como estacionamento de caminhões e até para criação de cavalos.

“A situação de abandono é grave. Faz pelo menos um ano que nós não vemos seguranças que antes faziam a guarda do local. O resultado foi que roubaram o portão e até a placa com o nome da praça. Além disso, ainda roubaram os fios, e o local está totalmente sem iluminação. Só falta roubarem as telhas”, descreve um morador que não quis se identificar.

A falta de cuidado com o local e a escuridão aumentaram o clima de insegurança.  “Essa praça, que era para ser uma solução virou um problema. A gente vê que ela é usada hoje é um ponto de drogas. Então fica todo mundo se sentindo inseguro, apesar de termos aqui perto um centro de treinamento da polícia”, conta outra moradora.

O resultado do abandono é que o Governo do Estado vai ter, provavelmente, que reconstruir vários pontos da praça e colocar novos fios de rede elétrica, e isso configura uma má administração dos bens e do dinheiro público.

Uma fonte do Infornativo revelou que houve impasse entre Governo do Estado e Prefeitura do Recife na hora de dar um destino à Praça da Juventude. Segundo essa fonte, o governo construiu o empreendimento e depois entrou com processo para passar a gestão do local para a prefeitura. Nenhuma secretaria do município quis, no entanto, ficar responsável pelo local porque a obra não estaria totalmente finalizada, e por conta do custo para manutenção do local, que seria de mais de R$1 milhão por ano.

A praça da juventude faria parte de um equipamento maior – o Parque Científico e Cultural do Jiquiá, tocado pela Prefeitura do Recife. Pensado para ser um grande equipamento de ciências e lazer, o parque também teve poucas partes de seu projeto original concluídas.

chuvas_ruasIMG_5690Ocupações

Um fato deixa essa história ainda mais complexa. Acontece, há pelo menos dois anos, um processo de ocupações irregulares das áreas laterais da Praça da Juventude, algo que acaba atrasando o andamento das obras.

As casas construídas nas ocupações não tem saneamento, o que aumentam os riscos ambientais. Os moradores do Jiquiá recla- mam também que, em decorrência disso, a quantidade de lixo no local aumentou. “E com esse matagal e esse lixo sempre tem risco de doenças, ainda mais com essas epidemias de dengue, zika e chikungunya”, afirmou um morador.

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