Esgoto complica a vida de moradores do Prado

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por: Rafael Eduardo| Fotos: Osvaldo Morais

No começo, o esgoto aberto pegava apenas algumas partes da rua. Nesses três anos, o problema se alastrou por toda extensão da rua, pegando os dois lados da via”, relata a professora Leila Valois.

Isso tem feito com que os moradores tenham que investir do proprio bolso para enfrentar o problema. Morador de uma das casas mais afetadas da rua, Emanuel Felix conta que tem dificuldades para guardar o carro. “Vou ter que mandar colocar uma pedra aqui para poder ter acesso à garagem”, diz.

As poças em frente à casa de Emanuel são tão grandes e ocupam tanto espaço na calçada que até quem precisa ter acesso à casa dele a pé encontra dificuldades. Chegou ao ponto de ser necessaria a colocação de uma tabua para fazer a travessia até a casa.

Como se fosse pouco, uma ação do poder publico deixou a situação ainda mais complicada. Segundo moradores, há pouco mais de um ano, a Secretaria das cidades do governo do estado promoveu a limpeza das canaletas. Os buracos feitos para efetuar a limpeza, no entanto, não foram fechados. Resultado: o esgoto ficou aberto e os buracos complicaram a vida dos motoristas.

A gente tem que avisar para as pessoas que vão estacionar. Teve vizinho que colocou até placa pra informar. Já vi muitos carros cairem nesse buraco. O caso mais impressionante foi um caro da limpeza urbana, que atolou nesse buraco aqui em frente a minha casa”, conta Leila Valois.

Além disso, é possivel dizer que o descaso do poder publico fez com que o problema se alastrasse ainda mais. Os vazamentos do esgoto, vem se espalhando, há mais ou menos um mês, e já atingem duas ruas transversais: a Rua Olivedos e a Travessa Austro Costa.

Na Olviedos, um vazamento alaga uma das entradas da rua, criando duas grande poças de água verde, cheia de bolhas. Na Travessa Austro Costa, o esgoto a ceu aberto toma os dois cantos da rua.

Alem de ser uma coisa que deixa o lugar com cara de abandonado, essa situaçao ainda pode ser prejudicial à saude. A quantidade de mosquito aqui está muito grande e isso aumenta o risco de doenças. Quando chove e alaga a rua, essa água também entra nas casas”, reclama a morodara Nadja Silva.

Apesar das várias queixas que não resultaram em resolução, os moradores não perderam a esperança. “Essa semana (mês de abril) iremos fazer uma denúncia no Ministerio Publico, pois essa situação já se arrasta por muito tempo. Na ocasião da denúncia, vamos averiguar quem tem a responsabilidade, se é a Emlurb, a Compesa ou a prefeitura. Geralmente, quando chamamos, um empurra a responsabilidade para o outro”, afirma o morador Elpídio Araujo.

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