Dia mundial do aleitamento materno: A mãe e os direitos do bebê

A Semana Mundial do Aleitamento Materno é celebrada do dia 01 até o dia 07 de agosto, com o objetivo de fortalecer políticas que garantam a sobrevivência, a proteção e o desenvolvimento da criança.

Em 1992, a Aliança Mundial de Ação pró-Amamentação (World Alliance for Breastfeeding Action – WABA) teve a iniciativa de criar essa semana comemorativa. No Brasil, foi em 1999 que o Ministério da Saúde começou a coordenar as ações para a semana da amamentação. Neste ano, o tema da Semana é: “Amamentação e Trabalho: Para dar certo, o compromisso é de todos”.

Hoje em dia, a mulher representa vários papéis na sociedade. Umas são donas de casa, outras trabalham fora e tem a vida quase desligada do lar, enquanto outras se organizam para conseguir cuidar da casa e do trabalho ao mesmo tempo. Quando a mulher de hoje vira mãe, o cuidado com o desenvolvimento do bebê exige que ela abra mão de algumas atividades, quando é possível. Se por um lado, trabalhar pelo sustento de sua casa é importante, por outro lado o bebê é bastante dependente de sua mãe, pois ela dá alimento e proteção. Para que nem rotina profissional da mãe, nem a amamentação do bebê fique em segundo plano, ela precisa de ajuda. Da família, que está próxima e pode suprir as necessidades imediatas, do governo que tem que desenvolver políticas públicas que garantam a saúde e o bom desenvolvimento da mãe e do bebê, e da sociedade que precisa reconhecer a importância do papel da mãe, e do cuidado com a criança.

O leite materno é tudo que uma criança precisa para se alimentar e se hidratar em seus primeiros seis meses. A Organização Mundial da Saúde, assim como o Ministério da Saúde aqui no Brasil, recomenda que o bebê seja alimentado só com o leite de sua mãe até os seis meses, e que até dois anos ou mais eles só adicionem outros alimentos em sua dieta. Dentre os diversos benefícios proporcionados pela amamentação, a criança desenvolve um sistema imunológico forte, prevenindo doenças, enquanto para a mãe diminui a probabilidade de câncer de mama e de ovário, diminui a pobrabilidade de osteoporose. Além disso, o leite materno é gratuito, está sempre pronto e na temperatura perfeita.

Apesar disso, muitas mães sentem dificuldade em amamentar a qualquer momento, porque se sentem pressionadas pelas pessoas quando vão dar o peito para seu filho em locais públicos. O assédio e a rejeição pública muitas vezes forçam mulheres a amamentarem em locais isolados, e até inapropriados, como banheiros públicos. Este é um dos desafios que as mães que circulam na cidade têm que enfrentar, e vencer. A situação é tão séria que na cidade de São Paulo foi criada uma lei que multa os estabelecimentos que proibirem mães de amamentarem em público. Se pensarmos neste ato como alimentação do bebê e fortalecimento do vínculo entre ele e sua mãe, fica fácil de entender que lugar de amamentar uma criança é onde ela sentir fome.

Mas para facilitar a vida das mães, são tomadas medidas como o estabelecimento de áreas separadas para que os bebês sejam alimentados. Em maio de 2012 publicamos no Infornativo a criação de um espaço especialmente dedicado para as mães amamentarem seus filhos enquanto estão em atendimento na Unidade de Saúde da Família (USF) do bairro de San Martin, como uma forma de estimular o ato. O espaço foi criado em 2011, e atualmente está em reforma, mas esperamos que volte em breve e com uma boa estrutura. A USF de San Martin oferece o acompanhamento às mães em estágio puerperal, que é quando o bebê está entre zero e um ano de vida. A unidade também conta com o apoio do projeto Mãe Coruja da Prefeitura do Recife, que recebe encaminhamentos de pacientes já atendidas no sistema público de saúde para um acompanhamento da situação social da mãe, com o objetivo de garantir o direito à vida desses bebês, diminuindo os índices de mortalidade de crianças de até um ano. Para a Semana Mundial do Aleitamento Materno, a USF de San Martin está promovendo uma série de atividades voltadas para a família que cuida do bebê, junto com a mãe. Procure em seu bairro a programação voltada para a semana, e os serviços oferecidos pelo sistema público de saúde às mães.

Uma bela ação promovida pelo sistema de saúde aqui na cidade é a doação de leite materno. Muitas mães não conseguem amamentar seus filhos, temporariamente ou permanentemente. Assim, muitas crianças necessitam da doação de leite materno, tão essencial ao seu desenvolvimento. Conversamos com a Dra. Vilneide Serva, coordenadora do banco de leite do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP). Os bancos de leite humano são responsáveis por receber este material doado por mães que estiverem com seus exames em dia e em bom estado de saúde. Dra. Vilneide nos conta que as mães passam pela orientação sobre como colher o leite. “É necessário usar toca, cobrir o nariz, desprezar os primeiros jatos, usar os recipientes corretos, e estar atenta ao tempo que esse leite pode passar no freezer”, explica a médica. Tudo isso precisa ser feito através do contato com um dos bancos de leite da cidade, que são vários. Além do IMIP, os hospitais que têm banco de leite são: Hospital das Clínicas da UFPE, Hospital Agamenon Magalhães, Hospital Barão de Lucena, maternidade do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (CISAM), Maternidade Professor Bandeira Filho, Maternidade do Ibura, Policlínica e Maternidade Barros Lima e Hospital D’ávila.

SERVIÇOS  ATRAVÉS DOS CONTATOS:

Unidade de Saúde da Família de San Martin

Rua Comendador Franco Ferreira, 876.

Contato: (81) 3355-6126

 

Banco de Leite do IMIP

Rua dos Coelhos, 300.

Contato: (81) 2122-4719 / (81) 2122-4103

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