Comercio da fé

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por: Nativo

O inciso VI, Artigo 5º da Constituição no Brasil é bem claro quanto à religião: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”. Portanto, a lei rege que está assegurada a liberdade religiosa, tornando o Brasil, em tese, um país laico.

No entanto, sob o pretexto dessa liberdade, muitos seguidores de uma doutrina, principalmente, a comunidade evangélica têm se apropriado de espaços públicos para a propagação de sua fé. Isso não seria problema se o monopólio dessas igrejas e fiéis não fosse tão presente. Nas praças, ônibus, metrô, esquinas das ruas, é extremamente corriqueiro encontrarmos pessoas em instituições dessas ou no meio da rua, chegando a utilizar de coerção para que os transeuntes aceitam a fé deles.

Esse “comércio da fé” é preocupante, pois limita a liberdade de crença de outras religiões, ou simplesmente, outras atividades, que se vêem acuadas por essas igrejas. Podemos citar como exemplo o CSU (Centro Social Urbano) de San Martin, que está, pouco a pouco, cedendo muito espaço para cultos evangélicos, transformando o local (que é público) numa igreja informal, literalmente.

Não há como ser a favor dessa “tomada” de tantos lugares pelas mesmas instituições religiosas, principalmente, pelo fato de que temos pouquíssimas bibliotecas na cidade. Que hajam espaços para a propagação de todas as crenças, mas que sejam, se possível, privados, pois o espaço público se destina à diversidade, e não à doutrinação.

2 Comments

  1. Izabel Luna Reply to Izabel

    Boa tarde!!!!!

    Entrei no site nesse momento e ao ler o texto acima fiquei preocupada, pois é muito fácil se criticar o povo evangélico…..Por que não se faz críticas ao barulho exacerbado que acontece em outros espaços públicos ? Exemplo : durante o Carnaval somos obrigados a ouvirmos até o amanhecer o barulho das músicas carnavalescas ; quando há shows na Praça de Eventos de San Martim não se respeita o horário de ninguém dormir….e seguem outros exemplos.
    Se outras crenças não fazem uso dos espaços públicos, problema delas. Porém dizer que que espaço público se destina a diversidade, vc já justifica os movimentos evangélicos. Além do que, quem escreve para emitir opinião não deve assinar e sim passar como ” nativo” ??? Isso é covardia, não devemos nos esconder do que pensamos. O que é anônimo não merece credibilidade.

    Izabel Luna

  2. Concordo com Nativo, pois as praças publicas são lugares de lazer, onde participam famílias de todas as doutrinas e religiões e devemos ser contemplados com artes, e não sermos obrigados a ouvir o que não queremos, como cultos de fanatismo e histeria religiosa.
    Cultos devem ser feitos apenas dentro das igrejas, assim como as famosas cantorias gospeis.

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