Coleta seletiva: não jogue fora a chance de mudar o mundo.

Direção de arte: Osvaldo Morais

Não é novidade que o lixo é um sério problema em cidades como Recife. Vez ou outra, o bairro de San Martin, por exemplo, encontra-se com suas ruas, calçadas e avenidas cheias de lixo em dias que a coleta pelo caminhão não passa. Mas, de quem seria a culpa por esse descaso com o meio ambiente? É óbvio que o poder público poderia realizar mais campanhas de conscientização da população em como “cuidar” melhor de seu lixo. No entanto, algumas coisas são básicas na educação das pessoas, e que Prefeitura nenhuma do mundo consegue reverter.

Exemplo disso é a calçada ao lado do Posto de Saúde, na rua Comendador Franco Ferreira, que vive abarrotada de sacos de lixo, colchões e todo o tipo de entulho. Ao lado de um Posto de Saúde, vejam só! Mesmo que a coleta do caminhão passe apenas três vezes na semana, há necessidade de colocar lixo num ambiente desses? Diante disso, percebemos que não precisamos simplesmente reeducar a população, mas esclarecer de alguma maneira o perigo que o lixo pode causar e minimizar os riscos de detritos espalhados nas ruas.

Uma boa alternativa seria o sistema de coleta seletiva. E, o que seria isso? Trata-se apenas da separação do que pode e o que não pode ser reaproveitado. Existe o lixo orgânico (restos de carne, frutas, verduras e outros alimentos) que seria descartado em aterros sanitários ou usado como adubo, e o lixo inorgânico (garrafas plásticas, papel) que podem muito bem ser reciclados para virarem outro tipo de material. Porém, outro problema: que locais no bairro de San Martin possuem latas de lixo específicas para separação de cada tipo (vidro, papel e plástico, por exemplo)? Somente na Praça do Giradouro! Ou seja, além da própria cultura da população em não dar muita importância em como o lixo é descartado, existe a limitação de lugares em que poderia haver uma coleta mais específica.

É bom esclarecer também que alguns materiais são bastante nocivos ao meio ambiente, e que descartamos junto com o restante do nosso lixo. Pilhas, baterias comuns e de celular contaminam o solo, e para jogá-las fora existem pontos de coleta na cidade. Remédios e medicamentos também podem contaminar o ambiente, e por isso, existem farmácias que aceitam recebê-los. Lâmpadas fluorescentes também são um perigo, pois existe no interior delas mercúrio, um gás tóxico que contamina o ar de forma bem rápida. Para descartá-las, algumas lojas de eletrônicos têm pontos de coleta. E, o lixo hospitalar é de responsabilidade do próprio Hospital, portanto, quem souber de algum estabelecimento que esteja jogando seu lixo de forma inadequada (como em rios, por exemplo) pode fazer a denúncia sem se identificar.

Tem alguma reclamação ou denúncia sobre tudo isso? Então, fale com a Secretaria de Saúde do Recife (3355-9339) ou a EMLURB (3355-5500 ou 156), esclareça suas dúvidas e vamos melhorar o ambiente de nosso bairro.

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