A boa idade chega para todos

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Muitas vezes quando eu passava pela Rua Frei Teófilo de Virgoleta, no bairro do Cordeiro, via um grupo de pessoas, sobretudo pessoas idosas, reunido em uma casas que fica já próximo à Avenida Caxangá. Elas estavam envolvidas em alguma atividade, como artesanato ou promovendo, uma festa típica. Lembro que eu pensava sempre que ali estava uma boa pauta para ser apresentada aos leitores do Infornativo.

Estou falando da Casa de apoio ao Idoso Vovó Bibia (CAIVOB), um projeto que promove gratuitamente atividades voltadas para o bem estar das pessoas da terceira idade, fundado há 11 anos pela senhora Severina Brito (a Vovó Bibia).

Hoje, a casa oferece atividades como oficinas de artesanato, aulas de dança do ventre, sessões de reiki (terapia natural baseada na troca de energias), aulas de educação física e de alfabetização. As atividades contam com bastante participação de pessoas dos bairros vizinhos. As aulas de artesanato chegam a participar entre 30 e 40 pessoas e as aulas de educação física chegam até 60 participantes em média.

Além disso, a CAIVOB ainda promove todos os dias um chá da tarde e festas comemorativas, como as de carnaval e São João. Isso mostra como o espaço serve de local de socialização, onde a pessoa idosa pode encontrar apoio e solidariedade, fazendo parte de uma comunidade.

A ideia é justamente fortalecer os laços comunitários. “Queremos promover a cidadania da pessoa idosa e sua família. Nesse sentido, usamos o exemplo de Dom Helder Câmara. Buscamos sempre o fortalecimento da família para a promoção da paz, tentando construir um mundo melhor e mais justo para todos”, explica Aparecida Brito, filha de Vovó Bibia, que hoje está à frente do projeto.

É o tipo de iniciativa que vem para fazer a alegria de pessoas como Francisco Ferreira, de 88 anos. Ele participa das atividades da CAIVOB desde o início. “Eu estou sempre por aqui, porque aqui me sinto realmente em casa. Além de todas as atividades, ainda temos esse espaço, que tem uma brisa muito boa, então é ótimo para a gente ficar conversando, jogando dominó. Sinto que tenho apoio aqui”, conta Francisco, que agora se dedica, na Casa Vovó Bibia, ao um projeto que queria concretizar há um tempo: aprender a ler.

As oficinas, aulas e atividades administrativas são realizadas por voluntários, pessoas que perceberam a relevância do serviço prestado ali, e pelos próprios usuários do espaço, que também se sentem responsáveis pela manutenção da iniciativa. “Esse é um projeto que faz muito bem para a nossa saúde, porque que fez com que a gente não fique parada. É muito bom também para a gente socializar”, diz Dona Elza, que ajuda nos serviços administrativos.

Nesse processo, Vovó Bibia acabou envolvendo toda a família, passando adiante o “germe” da solidariedade com a pessoa idosa. “Lembro que a quando a gente era pequena, vovó sempre trazia os filhos e os netos para participar das festas. Com isso já estava nos ensinando”, conta Lívia, neta que hoje trabalha como voluntária na CAIVOB.

“É com muita satisfação que participo. Me orgulho muito de levar no peito o nome da minha avó. É um projeto bonito, que tem o intuito de ajudar o próximo. Serve para que todo idoso também tenha carinho. É um lugar para colocar o idoso para cima. Esses são valores que eu pretendo passar também para a minha filha”, afirma Lívia.

Além de promover atividades no espaço que fica na Rua Teófilo de Virgoleta, a CAIVOB ainda se envolve em outros projetos, cujo objetivo é promover cidadania, como o Renovando Famílias com Talento e Arte e Promovendo Sorrisos.

Lembrando que a Casa Vovó Bibia é uma casa de apoio, não é asilo. É um trabalho filantrópico que sobrevive de projetos e principalmente da ajuda dos que se solidarizam com a causa. Você pode ajudar também,visitando o local ou entrando em contato pelo telefone: (81) 3445 5627.

PARA QUEM QUER PARTICIPAR DAS ATIVIDADES:

Segunda – Reiki | Terça – Educação Física (manhã) – Oficina de Artesanato (tarde) | Quarta – Dança do Ventre | Quinta – Educação Física e Artesanato | Sexta  – Artesanato, Dança do Ventre  e Chá da Tarde.

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